Posted in

A Cadeira Vazia No Casamento Da Ex Que Mudou Tudo Para Alejandro-naomi

Alejandro finalmente entendeu que Mariana não tinha ido parar ao lado dele apenas porque havia um assento livre na mesa 12.

Ela também estava tentando atravessar aquela festa sem deixar que uma perda antiga decidisse como a noite terminaria.

Por alguns segundos, ele não soube o que responder.

Image

Até então, tudo entre os dois tinha sido leve: a cadeira de balanço inventada, os três cafés que nunca aconteceram, o namoro falso de quase um ano e a história improvisada diante de Teresa Ferrer.

Agora havia algo verdadeiro entre eles.

E isso era muito mais difícil de administrar.

Alejandro apoiou os braços sobre a mesa e diminuiu a voz.

— Não precisa me contar nada que não queira.

Mariana ergueu os olhos para ele.

Talvez esperasse uma pergunta sobre quem a tinha deixado, há quanto tempo aquilo havia acontecido ou por que alguém como ela estava sozinha em um casamento.

Alejandro não perguntou.

Ele sabia como era cansativo transformar uma ferida em explicação para satisfazer a curiosidade de outra pessoa.

— Obrigada — disse Mariana.

Foi curto.

Mas verdadeiro.

O mariachi tocava alguns metros adiante, os garçons cruzavam o pátio carregando pratos e taças, e a pista de dança começava a ficar cheia enquanto os últimos convidados terminavam o jantar.

As duas senhoras da mesa 12 conversavam entre si, deixando Alejandro e Mariana naquele pequeno espaço de intimidade que não existia quarenta minutos antes.

Mariana girou lentamente a taça entre os dedos.

— Eu quase não vim.

Alejandro soltou um sorriso discreto.

— Eu também.

— E mesmo assim aqui estamos.

— Na mesa de quem sobrou.

Mariana olhou para a cadeira em que estava sentada.

— Talvez aquela senhora estivesse certa.

Alejandro lembrou da frase dita assim que chegara: às vezes, as melhores histórias começavam justamente nas mesas que ninguém queria.

Ele não respondeu imediatamente porque, pela primeira vez, aquilo já não parecia uma piada.

Mariana percebeu.

— Não comece a transformar isso em destino — avisou.

— Eu restauro móveis, não escrevo poesia.

— Ótimo.

— Ótimo.

Os dois sorriram.

A tensão diminuiu, mas não desapareceu completamente.

Alejandro podia continuar fingindo que aquela conversa era apenas parte da brincadeira, ou podia fazer algo que havia evitado desde que atravessara o portão da fazenda: admitir que não precisava provar nada a ninguém naquela noite.

Nem a Lucía.

Nem a Teresa.

Nem a si mesmo.

— Quer cancelar nosso namoro de quase um ano? — perguntou ele.

Mariana inclinou a cabeça.

— Já está terminando comigo?

— Acho que começamos nossa relação com algumas falhas graves de comunicação.

— Você levou três cafés para me chamar para sair.

— Segundo você.

Ela riu outra vez, mas Alejandro continuou olhando para ela.

— Estou falando sério.

Mariana parou.

— Podemos parar de fingir se você quiser.

Ela acompanhou o movimento dos convidados perto da pista e depois voltou os olhos para ele.

— Eu achei que você precisava disso.

— Talvez precisasse quando você sugeriu.

— E agora?

Alejandro olhou para Lucía do outro lado do pátio.

A ex-noiva conversava com o marido, cercada por familiares, completamente ocupada com a própria celebração.

Ele esperou sentir o aperto antigo.

Não veio.

— Agora acho que eu precisava descobrir que não precisava.

Mariana deixou escapar uma pequena risada.

— Isso foi quase poético.

— Retiro o que disse sobre restauradores.

Ela estendeu a mão sobre a mesa.

— Então estamos oficialmente separados.

Alejandro apertou a mão dela.

— Foi intenso enquanto durou.

— Quarenta e poucos minutos inesquecíveis.

Eles soltaram as mãos.

Só que alguma coisa havia mudado.

A partir daquele momento, se continuassem conversando, não seria para convencer Teresa, os convidados ou qualquer pessoa da festa.

Seria porque queriam.

A diferença parecia pequena.

Não era.

Alejandro voltou a perguntar sobre o estúdio de Mariana, mas dessa vez ouviu com uma atenção diferente, sem procurar respostas que pudessem melhorar a história inventada dos dois.

Ela contou que gostava especialmente de trabalhar com arranjos que pareciam simples à primeira vista, embora dessem mais trabalho do que as composições grandes e chamativas.

— As pessoas acham que basta juntar flores bonitas — disse ela. — Mas às vezes você precisa tirar metade para finalmente enxergar o que importa.

Alejandro passou o polegar pela borda de madeira da mesa.

— Com móveis acontece quase o contrário.

— Como assim?

— Muita gente olha uma cadeira velha e só vê o que deveria ser jogado fora.

— E você vê o quê?

— Primeiro eu tento descobrir o que ainda está firme.

Mariana ficou em silêncio por um instante.

— Isso sim foi poético.

— Foi técnico.

— Claro.

Ele percebeu que ambos estavam falando de outras coisas sem precisar dizer quais.

Não havia necessidade de explicar.

Pouco depois, um garçom se aproximou para recolher alguns pratos e perguntou se podia retirar o guardanapo que havia sido deixado sobre uma cadeira vazia ao lado das duas senhoras.

Uma delas respondeu antes que Alejandro pudesse sequer olhar.

— Pode tirar, meu filho, porque hoje parece que cadeira vazia não fica vazia por muito tempo.

Mariana levou a mão à boca para esconder o riso.

Alejandro balançou a cabeça.

— Elas vão contar essa história para alguém.

— Nossa história falsa ou a verdadeira?

— Ainda não sei qual é qual.

Mariana não respondeu.

A música mudou e os noivos foram chamados para o centro da pista.

Os convidados se levantaram aos poucos, formando um círculo mais próximo.

Alejandro permaneceu sentado durante alguns segundos.

Ele havia imaginado aquele momento muitas vezes antes de aceitar o convite.

Pensara que ver Lucía dançando com outro homem seria a prova definitiva que tinha ido buscar.

Talvez doesse.

Talvez sentisse raiva.

Talvez percebesse que ainda a amava.

Nenhuma dessas coisas aconteceu.

Ele simplesmente viu uma mulher que tinha feito parte da vida dele começando outra etapa ao lado de alguém diferente.

E compreendeu que o passado não precisava ser transformado em inimigo para deixar de ser futuro.

Mariana se levantou.

— Vai ficar aí?

Alejandro ergueu os olhos.

— Por quê?

— Porque daqui você não enxerga nada.

Ela estendeu a mão para ajudá-lo a sair do espaço apertado entre a cadeira e a mesa.

Alejandro aceitou.

Dessa vez não havia plateia esperando um gesto romântico.

Não havia Teresa observando.

Não havia história para sustentar.

Mariana simplesmente ofereceu a mão.

E ele simplesmente segurou.

Os dois caminharam até uma parte lateral do pátio, longe o bastante para não chamar atenção e perto o suficiente para acompanhar a dança.

Quando a música terminou, os convidados aplaudiram e a movimentação recomeçou.

Alejandro estava prestes a voltar para a mesa quando ouviu seu nome.

Lucía vinha na direção dele.

Por reflexo, ele procurou Mariana com os olhos.

Ela estava ao seu lado, mas deu um pequeno passo para trás.

Não fugiu.

Também não tentou representar o papel de namorada.

Apenas deixou que Alejandro decidisse como enfrentaria aquele encontro.

Lucía parou diante dele.

— Você veio mesmo.

Alejandro sorriu.

— Eu disse que viria.

— Você também dizia que odiava casamentos grandes.

— Continuo odiando.

Lucía riu.

Era estranho ouvir aquela risada sem sentir vontade de recuperar alguma coisa.

— Fiquei feliz quando você confirmou — disse ela.

Alejandro não esperava aquilo.

— Sério?

— Sério.

Ela olhou por um instante para Mariana e depois voltou para ele.

— Eu queria saber que você estava bem.

Dois anos antes, uma frase semelhante teria sido combustível suficiente para Alejandro passar semanas tentando descobrir significados escondidos.

Naquela noite, ele não procurou nenhum.

— Estou — respondeu.

Lucía assentiu.

— Dá para perceber.

Alejandro quase corrigiu a impressão dela, dizendo que Mariana não era sua namorada e que toda a história contada a Teresa havia sido inventada.

Então percebeu que isso também seria uma forma de continuar tentando controlar o que Lucía pensava sobre ele.

Não precisava.

— Espero que você seja feliz — disse Alejandro.

Lucía sustentou o olhar dele por alguns segundos.

— Eu também espero isso para você.

Foi tudo.

Nenhuma confissão tardia.

Nenhum arrependimento escondido.

Nenhum pedido para tentar novamente.

Lucía tocou de leve o braço dele, despediu-se de Mariana com educação e voltou para o marido.

Alejandro acompanhou sua ex-noiva por alguns passos antes de soltar lentamente o ar.

Mariana ficou ao lado dele.

— Então?

— Então o quê?

— Dois anos imaginando esse momento e você só vai dizer isso?

Alejandro pensou.

— Acho que finalmente acabou.

Mariana não perguntou se ele estava triste.

— Quer voltar para a mesa?

Ele olhou para ela.

— Quero.

Era uma escolha ridiculamente simples.

Mesmo assim, significava mais do que Alejandro esperava.

Quando chegaram à mesa 12, uma das senhoras apontou para os dois.

— Vocês demoraram.

Mariana puxou a cadeira.

— Tivemos uma pequena crise no relacionamento.

— Já resolveram?

Alejandro sentou-se.

— Terminamos.

A senhora arregalou os olhos.

Mariana completou:

— Mas decidimos continuar conversando.

As duas mulheres trocaram um olhar tão satisfeito que Alejandro teve certeza de que, qualquer que fosse a explicação, elas escolheriam acreditar na versão mais interessante.

Ele deixou.

O jantar avançou, a música ficou mais alta e os convidados começaram a abandonar as formalidades do início da festa.

Alejandro e Mariana continuaram conversando.

Dessa vez, ele contou coisas que não teria incluído em nenhuma história para impressionar alguém.

Falou sobre o pai, que lhe ensinara a reconhecer madeira boa pelo peso e pelo cheiro antes mesmo que soubesse usar as ferramentas corretamente.

Falou sobre a oficina, sobre clientes que chegavam com móveis quase destruídos e juravam que não havia solução, e sobre o prazer que sentia quando conseguia preservar uma marca antiga sem fingir que a peça nunca tinha sido danificada.

Mariana ouviu tudo.

Ela não tentou transformar cada frase em metáfora.

Só perguntou o que queria saber.

Em troca, contou sobre a rotina do estúdio, sobre os dias em que começava antes do amanhecer e sobre como algumas pessoas pediam arranjos perfeitos para ocasiões que, por trás das fotografias, eram completamente desorganizadas.

— Acho que todo mundo tenta deixar alguma coisa apresentável — disse ela.

Alejandro olhou ao redor do casamento impecavelmente decorado.

— Inclusive nós.

— Principalmente nós.

A resposta veio rápida.

Dessa vez nenhum dos dois riu imediatamente.

Alejandro lembrou do que Mariana havia confessado depois que Teresa saiu dali.

Ele ainda não sabia quem a havia machucado.

Não sabia quando.

Não sabia se tinha sido um relacionamento longo, um noivado, um casamento ou apenas alguém que prometera ficar e escolhera ir embora.

E percebeu que não precisava saber naquela noite.

A história de Mariana pertencia a Mariana.

O que ela decidisse contar seria escolha dela.

Perto da meia-noite, alguns convidados começaram a se despedir.

As duas senhoras da mesa 12 foram embora juntas e, antes de sair, uma delas segurou o ombro de Alejandro.

— Não desperdice uma boa cadeira, rapaz.

Ele ficou olhando para ela sem entender.

A mulher apontou para Mariana, que conversava com um garçom a poucos metros dali.

— Estou falando literalmente — acrescentou. — Você disse que restaura móveis, não disse?

Alejandro começou a rir.

— Boa noite, senhora.

— Boa noite.

Quando Mariana voltou, encontrou Alejandro ainda sorrindo.

— O que aconteceu?

— Nada que eu consiga explicar sem piorar.

Ela pegou a bolsa que estava pendurada no encosto da cadeira.

— Acho que também vou embora.

A frase produziu nele uma reação inesperada.

Não foi medo.

Foi vontade de pedir mais alguns minutos.

Alejandro olhou para o pátio, depois para a cadeira vazia ao lado dele e finalmente para Mariana.

— Posso fazer uma pergunta?

— Depende.

— Aquela história da cadeira de balanço da sua avó…

— Completamente inventada.

— Uma pena.

— Por quê?

— Porque eu estava pensando que seria uma boa desculpa para você aparecer na oficina.

Mariana permaneceu imóvel por um segundo.

Alejandro não tentou transformar aquilo em piada.

Não falou em destino.

Não sugeriu que os dois haviam sido colocados na mesma mesa por alguma força misteriosa.

Apenas esperou.

Mariana apoiou a bolsa novamente no encosto.

— Você está me chamando para tomar café?

— Estou tentando.

— Quantos serão necessários?

Alejandro fingiu calcular.

— Na nossa história eram três.

— E na verdadeira?

Ele puxou o celular do bolso.

— Podemos começar com um.

Mariana observou o aparelho na mão dele e abriu um sorriso.

— Isso foi surpreendentemente razoável.

— Estou aprendendo.

Ela ditou o número.

Alejandro salvou o contato sem inventar sobrenome romântico, apelido ou qualquer referência àquela noite.

Mariana Robles.

Só isso.

Quando terminou, mostrou a tela para ela.

— Certo?

— Certo.

Mariana pegou o próprio celular, esperou a mensagem de Alejandro chegar e guardou o aparelho na bolsa.

Nenhuma promessa foi feita.

Nenhum dos dois chamou aquilo de começo.

Ainda assim, Mariana não foi embora imediatamente.

Ela tornou a se sentar.

Alejandro também.

Por mais alguns minutos, ficaram na mesa 12 enquanto o casamento seguia ao redor deles.

A cadeira que estivera vazia no início da noite agora tinha a bolsa de Mariana apoiada no encosto, como se aquele espaço tivesse deixado de ser provisório.

Alejandro notou o detalhe e quase comentou.

Não comentou.

Algumas coisas não precisavam ser explicadas no instante em que aconteciam.

Na manhã seguinte, ele voltou para Guadalajara sem a sensação grandiosa de ter derrotado o passado.

Só percebeu que dirigia sem repassar mentalmente cada gesto de Lucía, sem tentar descobrir se ela parecera mais feliz do que quando estava com ele e sem imaginar respostas melhores para a conversa dos dois.

Isso era novo.

Quando chegou à oficina, encontrou sobre a bancada uma cadeira antiga que começara a restaurar antes do casamento.

Uma das pernas estava desmontada e havia marcas profundas no braço de madeira.

Meses antes, um cliente pedira que ele apagasse todos os sinais de uso.

Alejandro explicara que podia reparar a estrutura, reforçar os encaixes e devolver estabilidade à peça, mas que algumas marcas faziam parte da história do objeto.

Naquele domingo, a frase voltou à cabeça dele.

Não como lição.

Como trabalho.

Ele colocou o avental, separou as ferramentas e começou.

Pouco depois, o celular vibrou sobre a bancada.

Era Mariana.

A mensagem tinha apenas uma pergunta sobre o tal café e uma provocação lembrando que, segundo a versão oficial do relacionamento fictício, Alejandro tinha fama de demorar demais para fazer convites.

Ele respondeu com um dia e um horário.

Mariana aceitou.

O primeiro café aconteceu alguns dias depois.

Não houve cadeira de balanço.

Não houve plateia.

Não houve ex-noiva observando de longe.

Alejandro chegou antes e escolheu uma mesa pequena perto da janela.

Quando Mariana entrou, encontrou uma cadeira vazia diante dele.

Ela parou ao lado da mesa, exatamente como havia feito no casamento.

— Este lugar está ocupado?

Alejandro reconheceu o sorriso.

Dessa vez ele pensou antes de responder.

— Está reservado.

Mariana arqueou a sobrancelha.

— Para quem?

Alejandro empurrou a cadeira para trás, abrindo espaço para ela.

— Para você, se quiser sentar.

Mariana deixou a bolsa no encosto e se acomodou.

A diferença entre aquela cadeira e a da mesa 12 era simples.

No casamento, os dois tinham se encontrado tentando convencer outras pessoas de que já possuíam uma história.

Ali, ninguém precisava acreditar em nada.

Eles ainda não sabiam o que seriam um para o outro.

E não tentaram decidir naquele primeiro café.

Conversaram.

Voltaram a se encontrar.

Sem pressa.

Sem inventar aniversários de namoro, encontros que nunca tinham acontecido ou sentimentos maiores do que os que realmente existiam.

Quando um deles precisava falar do passado, falava.

Quando não queria, o outro não forçava.

Alejandro descobriu pouco a pouco que encerrar uma história não significava apagar o que ela tinha sido.

Lucía continuaria fazendo parte de anos importantes da vida dele, assim como a dor de Mariana continuaria pertencendo à trajetória dela mesmo depois de perder força.

Nada precisava ser arrancado para que algo novo tivesse espaço.

Meses mais tarde, Mariana apareceu na oficina pela primeira vez.

Ela caminhou entre armários, mesas e cadeiras em diferentes estágios de restauração até encontrar uma cadeira de balanço perto da parede.

— Não acredito.

Alejandro ergueu os olhos do trabalho.

— O quê?

Mariana apontou.

— A cadeira da minha avó.

Ele riu.

— Essa é de um cliente.

— Estragou nossa história.

— Nossa história nunca teve cadeira nenhuma.

Mariana passou a mão com cuidado pelo encosto já restaurado.

— Talvez tenha agora.

Alejandro se aproximou.

Não corrigiu.

Não precisava.

A cadeira vazia da mesa 12 tinha começado como um lugar que ninguém parecia querer, depois virara parte de uma mentira improvisada e, no fim, havia criado a oportunidade para duas pessoas escolherem conversar quando já não precisavam fingir coisa alguma.

Alejandro nunca voltou daquele casamento pensando que Lucía tinha sido um erro.

Também não transformou Mariana em recompensa por ter sofrido.

O que mudou foi mais simples e mais difícil: ele deixou de tratar o passado como uma porta que precisava permanecer aberta até que alguém lhe desse permissão para fechá-la.

E Mariana, por sua vez, descobriu que sentar naquela mesa não a obrigava a chegar com uma história pronta sobre quem havia ficado ou ido embora.

Algumas semanas depois da visita à oficina, Alejandro terminou o trabalho na cadeira de balanço do cliente.

Mariana apareceu no fim da tarde e o encontrou testando o movimento da peça antes da entrega.

— Posso?

Alejandro se levantou.

— O lugar está ocupado.

Ela cruzou os braços.

— Sério?

Ele segurou o encosto e puxou a cadeira alguns centímetros na direção dela.

— Estava guardando para você.

Mariana riu e tomou o lugar.

Dessa vez não havia casamento, ex-noiva, convidados curiosos ou uma mãe tentando descobrir quem ela era.

Havia apenas uma oficina, madeira restaurada, duas pessoas que já sabiam que não precisavam inventar uma relação para merecer companhia e uma cadeira que finalmente servia ao propósito mais simples de todos.

Alguém escolhera sentar nela.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *